Chutney de tomates- Português e ENGLISH!

Toda vez que faço este chutney me lembro de um casal muito especial – @devabandhu e @nanda_pryia do My Yoga, um centro muito lindo para prática de yoga.

Ele faz jantares uma vez por mês. Uma refeição indiana vegetariana que aguça todos os sentidos.

Adoro estar lá… e estou morrendo de saudades. Uma vez ele fez um chutney de tomates. Me recomendou um livro The Art of Indian Vegetarian Food e nele encontrei uma receita. Desde então não falta mais este chutney na minha geladeira!

Chutney de tomates

Ingredientes

2 colheres de sopa de manteiga (se possível clarificada) ou óleo de coco

1/2 colher de chá de pimenta calabresa

1 colher de chá de cominho triturado (o mais fresco possível)

3 paus de canela

600 g de tomate

1 colher de sopa açucar de coco ou de mel ou melaço (opcional)

1 colher de chá de sal marinho

Preparo

1) Aquecer a manteiga em fogo médio.

2) Quando estiver derretida colocar a pimenta, canela, cominho e canela e deixar dourar.

3) Reduzir o fogo e adicionar os outros ingredientes e cozinhar por 30 minutos.

4) Ajuste os temperos

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In SP there is a little heaven called @myyoga. The owners are a sweet couple @devabandhu e @nanda_pryia. He cooks divine Indian food. Once in a dinner he cooks every month I tried a delicious Tomato Chutney. He gave me the name of a book where I could find a lot of delicious recipes . It is calle The Art of Indian Vegetarian Cooking. Since then, I always have my chutney on my fridge. Enjoy!

Tomato Chutney

Ingredients

600 gr fresh ripe tomatos

2 Tsp clarified butter or ghee

1/2 tsp chilli pepper flakes

1 tsp cumin seeds

3 cinnamon sticks

1 Tsp coconut sugar or honey or molasses

1 tsp pink or sea salt

Instructions

1) Heat the butter in a saucepan

2) Add the pepper, cumim, cinnamon and let them cook a little

3) Reduce the heat and add the other ingredients and let it cook for 30 minutes

4) Adjust the salt and seasonings if needed

I

Raw Food – Entenda melhor esta maravilhosa linha de alimentação – Parte 1

O que é alimentação Viva ou RAW Food

“Raw Food Diet” é uma dieta baseada no uso de alimentos não animais provenientes do solo como vegetais, sementes, nozes e também provenientes das águas como as algas, espirulina, clorela. É um sistema de alimentação repleto de nutrientes que fornecem tudo que precisamos para viver – proteína, cálcio, anti oxidantes e gorduras essenciais que propiciam uma vida saudável.

Qual a origem da Alimentação Viva

Baseado no site Purely Raw, onde encontrei a melhor história descrevendo a Origem da Alimentação Viva.

“A Alimentação Viva ou Raw Food é a mais nova moda em termos de dieta e na verdade, não existe nada mais antigo que ela. Os seres humanos começaram a se alimentar somente de comida crua. Nós começamos a cozinhar somente após termos aprendido a usar o fogo.

Na Grécia Antiga, Pitágoras fundou uma escola filosófica e religiosa cujo círculo íntimo era conhecido como “Matematikoi, e todos precisavam ser vegetarianos. Um dos estudantes lá era Hipócrates, considerado o pai de medicina. Era famoso pela frase “Deixe o alimento ser seu medicamento”. Acredita-se que ambos se alimentavam principalmente de comida vegana.

Em 1966, A. Honvannessian publicou “Raw Eating” no Irã. Ele curou um filho doente com a comida Viva. Eles se alimentaram de comida crua intuitivamente sem qualquer suporte ou informação. E seu livro gerou polêmica ao afirmar que a Alimentação Viva é a dieta ideal para todos os seres humanos, afirmando que o nosso maior problema de saúde é a comida cozida.

Na America, Viktoras Kulvinskas publicou “Sobrevivendo no século 21, o primeiro livro de Comida Viva ocidental. Devagar, a Comida Viva. Lentamente Raw Food começou a ser difundido.

Outros livros foram lançados, como “The New Raw Energy” de Leslie Kenton, publicado em 1984, foi lido por muitos. Outros curadores de raw food como Max Genson também começaram a curar câncer com comida fresca e sucos de vegetais.

Mas nesta época Raw Food se restringia a saladas, brotos e suco de grama do trigo. O que o movimento precisava era de algum glamour sabor e fator surpresa.

Alguns chefes de comida Raw surgiram, Juliano, o primeiro chef gourmet que abriu o restaurante Raw em Los Angeles e Cherie Soria que fundou a primeira escola de Raw Food Gourmet, o Living Light Institute. O movimento atraiu vários superstars e começou a atrair a mídia.

Vários profissionais de renome como David Wolf, Dr. Gabriel Cousens adotaram esta dieta para seus pacientes.

No Brasil a cozinha Raw ainda é mais próxima do higienismo (dos brotos, alguns desidratados, sucos e pates). O Dr Alberto Peribanez Gonzales é o autor do único livro escrito no Brasil sobre o assunto “Lugar de médico é na cozinha”.

Quais são os princípios da alimentação Viva?

A comida Viva contém enzimas vivas que ajudam na digestão e são ativadas assim que digeridas. Aquecer a comida a uma temperatura a mais de 45° C (alguns dizem 42º, outros 48º) causa a destruição destas enzimas e também de nutrientes, e vitaminas. Como as enzimas são destruídas nosso corpo passa a usar ou produzir suas próprias enzimas para digerir a comida cozida. É um sistema considerado ineficiente pelos especialistas em alimentação viva. Um dos maiores especialistas do mundo em Raw Food, o Dr Gabriel Cousens, explica “Nossa reserva de enzimas diminui com o passar da idade, a nossa capacidade de manter o corpo saudável também diminui O envelhecimento ocorre quando a concentração de enzimas diminui.” O Dr. Edward Howell especialista no estudo de enzimas presentes nos alimentos, e Ann Wigmore, especialista em Comida Viva, concordam que a chave secreta para a longevidade é a preservação das enzimas.

Quais os benefícios da alimentação Viva

– É uma dieta baseada em nutrientes e enzimas que melhoram o corpo como um todo devido ao seu alto poder alcalinizante.

– A ingestão de verduras e frutas na alimentação Viva é muito superior a na alimentação tradicional.

– As proteínas vegetais são mais saudáveis. O calor danifica as proteínas e a absorção dos amino ácidos

– A comida Viva é energizante – a maior parte das pessoas rapidamente sente um aumento de energia quando se alimenta desta forma. São alimentos mais fáceis de digerir que um prato de feijoada ou um steak com massa. É um tipo de alimentação cujos alimentos são menos densos que comidas processadas ou com alta concentração de amido. Além disto contem enzimas e catalisadores de proteína que ajudam a digestão por quebrar a comida em partes menores. Aí está novamente o fator de não necessitar que o corpo produza quantidade elevada de enzimas.

– A comida Viva é rica em fibras – ajudando na limpeza do trato digestivo. Muitos problemas simples como gases e inchaço podem ser derivados de uma digestão pobre.

– A comida Viva ajuda a melhorar a imunidade – muitas pessoas dizem ficar menos doentes depois de incorporar mais comida crua em suas dietas. É rica em vitaminas e minerais que aumentam a imunidade e também rica em poderosos antioxidantes.

– A comida Viva é hidratante – ajuda a combater o cansaço, a preguiça, e a fome falsa que pode ocorrer por falta de água no corpo.

Aumente a quantidade de alimentos crus na sua dieta e sinta os benefícios! Aguarde os próximos textos!

Programa Voce Bonita Massa de Arroz com molho Thai

Comida thai é uma das minhas favoritas. Perfumada e aromática, com os cinco sabores bem distintos – picante, amargo, azedo, doce e salgado. A harmonia entre estes cinco sabores dá a característica única que os pratos do oriente tem.

Em agosto levei uma massa de arroz com o molho thai para a Carol Minhoto no Voce Bonita. Dá para agregar camarões, frango ou carne. Mas vale tentar a versão vegana que é tudo de bom e mais leve.

Massa de Arroz com molho Thai

500 ml de leite de coco

1 xícara de cogumelo paris

1/2 xícara de shitake picado

1 xícara de abacaxi picado

3 colheres de sopa de molho de soja

2 colheres de sopa de biomassa de banana verde

2 colheres de sopa de pasta de amendoim sem açúcar

1 colher de sopa de agave ou açúcar de coco

1 colher de sopa de óleo de coco

1 colher de sopa de gengibre picado miúdo

1 dente de alho espremido

1 pimenta dedo de moça sem sementes picada miúda

1 colher de sopa de curry amarelo

1 colher de chá de óleo de gergelim torrado

suco de 2 limões

raspas de 1 limão

pimenta caiena a gosto

sal marinho a gosto

coentro e manjericão a gosto

200 gramas de massa de arroz tailandesa larga

Preparo

  1. Deixar a massa de molho em água gelada por 10 a 20 minutos (ou conforme instruções da embalagem)
  2. Ferver 1 litro de água em uma panela grande
  3. Bater a biomassa de banana verde, o leite de coco, a pasta de amendoim, suco de limão, o molho de soja e o agave
  4. Refogar o gengibre, pimenta e o alho no óleo de coco
  5. Adicionar o curry em pó
  6. Acrescentar a mistura de leite de coco
  7. Adicionar o óleo de gergelim torrado, as raspas de limão e uma pitada de pimenta caiena
  8. Deixar o molho apurar
  9. Adicionar os cogumelos e o shitake
  10. Acertar o sal
  11. Cozinhar o macarrão na água fervente por 2 a 5 minutos (ou conforme instruções da embalagem) e quando pronto reservar
  12. Adicionar o abacaxi ao molho
  13. Experimentar a última vez para ajustar os temperos
  14. Desligar o molho
  15. Colocar o molho sobre a massa e servir com coentro e manjericão picados

Green Banana Biomass

I love bananas. And the greens one… even better. They’ve won my heart and also the heart of thousands of Brazilians. But what does the green banana have??? Carmem Miranda would change all the fruits of her hat if she new “What does the green Banana have”?

 foto do site kilorias.band.uol.com.br

Picture from site kilocaloria.band.uol.com.br

The green banana biomass was created in Brazil by Heloisa Freitas Valle, in a pure inspiration moment in the 90’s. Helo was a banana producer was told by one of her employees that her pantry was robbed. She had nothing to eat and no time to buy food. She asked for a bunch of green bananas and first she made a soup with them pureed.

She pureed them as if they were a potato and had a perfect soup consistency. In the following day she had the peels. She diced them and went to work. She felt so satiated. Her bowels movement were never as good as this before. Bingo! She realized she had a new SUPER FOOD in her hands. A very powerful thickener with functional properties.

Universities scientifically proven what Helo felt in her body. The biomass was an excellent food. They found out that the most important feature was biomass being a resistant starch. But now you are probably asking, what is a resistant starch.

The starches can be classified as resistant or digestible. The digestible transform themselves in glucose and feed the cells of the body. The resistant escapes digestion process in the small intestine going straight to the large intestine to feed the bacterial flora. They act as a fiber giving satiety and helping to improve the intestinal function.

After researching with universities, Helo took her biomass for a decisive test at Grande Hotel São Pedro, a reference in culinary in Brazil. With her precious recipes she worked with the chefs and together they improved what was already good.

With the historian Marcia Camargos they wrote a book with the history of biomass and recipes “Yes, we have bananas”.

What about biomass in our everyday?

We can use biomass in a lot of different preparations, from breakfast to dinner. It substitutes heavy cream, white flour, corn starch, potato. It works as a thickener and a neutral cream to be a base to which we can add flavourings. It is tasteless before getting ripe. Even those who don’t like bananas can use them.

For breakfast it can go in recipes such as – bread, cakes, pancakes, waffles, smoothies and creams.

At lunch it can substitute heavy cream in preparations such as Strogonoff, chicken breast or red meat with mustard dressing, even to make rice creamier, as a filling as a potato, a zucchini.

Biomass and health

Biomass as mentioned before is prebiotic. Besides the satiety sensation helps your gut to work better. It strengthens your intestines by feeding the good bacteria and for having such a high level of resistant starches, helping to diminish the absorption of fats and glucose. Excellent for diabetics, people with high cholesterol or people that are frequently constipated.

It is rich in vitamins A, B1, B2, nicotinic acid, besides sodium, potassium, magnesium, manganese, copper, phosphorus, sulphur, chlorine and iodine.

But what about the rest of the banana?

The peel is rich in protein and fiber, also working as a resistant starch.

Biomass is a highly sustainable, cheap food that can help a lot of people to have a healthy and more economic nourishment.

Bibliographical References

Yes, nós temos Bananas, Heloísa de Freitas Valle e Marcia Camargos.

Green Banana Biomass

  1. With water and soap wash the organic very green bananas with their peels and rinse them well.
  2. In a pressure cooker with boiling water (to create thermal shock) cook the green bananas
  3. After it gets pressure cook it for 8 minutes, and turn it off.
  4. Let it sit while the air goes out
  5. When it is ready keep the bananas in the warm water
  6. Gradually remove the peel from the bananas and blend or process the pulp with water. It is important for it to be hot otherwise and can get crumbly. This is the green banana biomass.
  7. You can keep part in the fridge to use it in a week or two. And the rest you can keep in containers in the freezer to be used in 3 or 4 months. It needs to be reprocessed before being used.

foto do site belezaesaude.com.br

Picture from site belezaesaude.com.br 

Biomassa de Banana Verde

Amo banana. E a verde então… conquistou meu coração e o de milhares de brasileiros. Mas o que a banana verde tem??? Carmem Miranda trocaria todas as frutas do seu turbante por elas se soubesse “O que que a Banana Verde tem?”.

foto do site kilorias.band.uol.com.br

 

Foto do site kilocaloria.band.uol.com.br

A biomassa de banana verde foi criada no Brasil, por Heloisa Freitas Valle. em um momento de pura inspiração na década de 90. Produtora de bananas, Helô, como é conhecida, foi comunicada à noite que despensa da sua fazenda no Vale do Ribeira havia sido arrombada. Não havia nada para comer nem tempo para comprar alimentos. Ela pediu um cacho de bananas que são colhidas verdes a um funcionário cozinhou em água e fez primeiro uma sopa com o purê. Foi espremendo, como se fosse uma batata e obteve uma massa perfeita com consistência de sopa. No dia seguinte foi a vez da casca. Picou, refogou e foi trabalhar. Sentiu-se saciada. O intestino funcionou maravilhosamente bem. Bingo! Viu que tinha um novo super alimento nas mãos. Um espessante poderoso e com propriedades funcionais.

Universidades comprovaram cientificamente o que Helô já sentia no corpo. A biomassa era um excelente alimento. Descobriu-se que o poder dela era o fato de ser um alimento rico em amido resistente.

Mas você deve estar se perguntando o que é um amido resistente?

Os carboidratos são classificados digeríveis ou resistentes. Os digeríveis se transformam em glicose e alimentam as células do corpo. O resistente escapa da digestão no intestino delgado indo diretamente alimentar a flora bacteriana no intestino grosso. Age como uma fibra alimentar dando saciedade e ajudando o melhor funcionamento do intestino.

Após as pesquisas com as universidades, Helô levou sua biomassa para um teste decisivo no Grande Hotel São Pedro. Com suas preciosas receitas se reuniu com os chefs e juntos aprimoraram o que já era bom.

Com a historiadora Marcia Camargos escreveram um livro com a história da biomassa e receitas “Yes, nós temos bananas”.

E a biomassa no nosso dia a dia?

Podemos usar a biomassa nas mais diversas preparações. Indo do café da manhã ao jantar. Ela substitui o creme de leite, a farinha, a batata. Funciona como um espessante e como um creme sem sabor para ser a base a qual adicionamos temperos. Ela não tem sabor antes de amadurecer. Mesmo quem não gosta de banana pode utilizá-la.

Para café da manhã ela pode entrar na receita de pães, bolos, panquecas, waffles, smoothies e cremes.

No almoço fica perfeita substituindo creme de leite em preparações como Strogonoff, files de frango e carne ao molho mostarda, também como para dar cremosidade a um arroz, rechear um batata, uma abobrinha.

Biomassa e a saúde

A biomassa como já dissemos é prebiótica. Além da sensação de saciedade ela ajuda o intestino a funcionar melhor. Ela fortalece o intestino alimentando as bactérias boas, e por ter um alto teor de amido resistente diminuirá a absorção de gorduras e glicose. Ótima indicação para diabéticos, pessoas com colesterol alto ou que sofrem de constipação intestinal.

Ela é rica em vitamina A, B1, B2, ácido nicotínico, além de sódio, potássio, magnésio, manganês, cobre, fósforo, enxofre, cloro e iodo.

Mas e o resto da banana?

A casca é rica em proteína e fibra, também funcionando como amido resistente.

A biomassa é um alimento altamente sustentável, barato e que pode ajudar muitas pessoas a terem uma alimentação mais saudável e barata.

Referências bibliográficas

Yes, nós temos Bananas, Heloísa de Freitas Valle e Marcia Camargos.

Processamento da banana verde

  1. Lave as bananas que devem ser bem verdes e orgânicas com casca, uma a uma, utilizando uma esponja com água e sabão e enxague bem
  2. Numa panela de pressão com água fervente (para criar choque térmico), cozinhe as bananas verdes com casca, cobertas com água
  3. Após pegar pressão marque 8 minutos, deslige e deixe que a pressão continue cozinhando as bananas
  4. Espere o vapor escapar naturalmente. Não force o processo abrindo a panela debaixo da água da torneira, por exemplo
  5. Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela
  6. Vá aos poucos tirando a casca da polpa, que deve ser passada imediatamente no processador ou liquidificador. É importante que a polpa esteja bem quente para não esfarinhar. O produto que sai é a biomassa bruta da polpa
  7. Você pode deixar uma parte na geladeira para usar em até 8 dias e congelar o resto em potinhos para usar depois, dura de 3 a 4 meses no congelador mas deverá ser reprocessada antes de ser utilizada

foto do site belezaesaude.com.br

Foto do site saudeebeleza.com.br

E você? Corra ao mercado mais próximo e faça seu estoque de biomassa de banana verde. Saúde e simplicidade no seu prato!

Barrinha de Cereais ao Perfume de Laranja

Eu tenho um sonho… sim um sonho muito lindo. Um sonho onde o mundo se alimenta com calma e com serenidade. Um sonho onde é maravilhoso entrar em um restaurante e encontrar uma comida linda e saudável. Um sonho onde entro nas escolas e as cantinas só vendem alimentos naturais, smoothies ao invés de milk shakes, bolinhos saudáveis no lugar de bolos cheios de porcarias, picolés de fruta caseiros, sanduíches com pães de grãos germinados ou feitos com farinhas sem glúten saudáveis e queijos de oleaginosas ou cabra. Ok. Sonhei alto, mas vamos ver se as coisas melhoram. E para começar na nossa própria casa. Ainda tenho muito a conscientizar meus filhos. Tentei não ser radical quando eram pequenos, mas confesso que queria ter sido mais rígida em alguns aspectos. O leite. Nunca acreditei que ele fosse fundamental após o período de amamentação. Mas por falta de conhecimento ou por insegurança continuei dando ao meu filho por algum tempo. Mesmo o leite sem lactose agravava a bronquite dele. Um dia cortei. Passei a comprar somente alguns queijos de cabra, bufala e ovelha e ele mesmo nunca foi muito fã e come pouco. Nem preciso dizer que as crises de bronquite sumiram. Mas e o cálcio? Que falácia… há muitos alimentos com cálcio. Verdes escuros como brócolis, feijão, couve, algas. As crianças comem todos estes alimentos aqui em casa. Refrigerante, abomino, mas eles experimentaram um dia por outras mãos e acabaram gostando. Consomem muito pouco. Salsicha, queria nunca ter dado, mas eu mesma confesso que cachorro quente me lembra uma infância feliz. Comem em festa, vez ou outra. A regra é mais importante que a exceção. E aqui não somos mesmo radicais, o que vale é isto – ter um dia a dia saudável e não sentir culpa quando comer algo que não é exatamente saudável.

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E voltando ao sonho – Vicky quis cozinhar um dia na TV. Fomos lá. Sucesso absoluto. E voltou mais uma vez. Esta vez. E vai voltar muitas outras porque é talentosa e parte do meu sonho é mostrar ao mundo como uma criança normal pode sim se alimentar com prazer de comidas saudáveis. Sem stress, sem radicalismo. Há muitos caminhos a seguir e o nosso é muito feliz.

No programa da Carol Minhoto, o Você Bonita tenho um espaço precioso para passar a todos esta filosofia de bem viver que pratico, prego e me deixa feliz.

Vicky linda faz barrinhas de cereais para vocês. E eu muito orgulhosa digo – que prazer ver que minha palavras ecoam na vida dos meus filhos! Este legado é minha maior fortuna.

Tortinha de Manga no Voce Bonita

Queridos, finalmente estou conseguindo atualizar meu blog. Vários projetos simultâneos, as aulas que me tomam muito tempo para preparar. Mas vou me esforçar para manter tantas informações legais que tenho em dia para vocês.

Adoro frutas, acho uma benção da natureza e quer me deixar triste é fazer alguma dieta sem elas. Já fiz algumas, mas fruta para mim é como o sol, é vida.

Doces eu consigo ficar sem. Gosto mas não sofro quando tento evitar. Os meus fracos são – marrom glacê, macarrons, marzipan, um bom creme brulée e o meu mais tentador para mim – sorvetes. Depois de ter feito o curso de Raw Food comecei a olhá-las com outros olhos. São tão nutritivas que podem substituir uma refeição. E quando usam frutas ficam mais apetitosas.

Esta tortinha é rápida, prática e super funcional – saudável para o trato digestivo, usa psyllium uma fibra que ajuda na digestão (melhora o funcionamento do intestino) e ainda dá sensação de saciedade.

A receita é perfumada, aromática. Espero que gostem!

Tortinha Manga
Massa
2 ovos
3/4 xícara de farinha de coco
4 colheres de sopa de óleo de coco derretido
1 pitada de sal
1 colher de sopa açúcar mascavo ou stevia a gosto

Preparo da massa
1. Aqueça seu forno a 150º C
2. Pincele as formas (solta fundo) com óleo de coco
3. Em uma vasilha média peneire a farinha e o sal e o açúcar mascavo ou stevia
4. Em outra vasilha bata os ovos até espumarem. Adicionar a farinha de coco aos ovos e misturar bem até formar uma massa
5. Pressione a massa nas forminhas
6. Assar por 15 minutos em forno baixo. Deixar esfriar

Recheio de manga
Ingredientes
1 manga picada
1 colher de sopa de biomassa de banana verde
1 colher de sopa de psyllium
1/4 colher de chá de cardamomo
1 colher de chá de água de flor de laranjeira
açúcar mascavo ou stevia a gosto
1/2 xícara de água
mais água se necessário

Preparo
1. Colocar a água no liquidificador
2. Bater a manga, o psyllium, a biomassa, o cardamomo, a água de flor de laranjeira, o açúcar ou stevia

Programa Você Bonita – Espaguete de abobrinha e pupunha com molho Thai

Quem me conhece bem sabe da minha paixão pela comida oriental… japonesa, chinesa, vietnamita e tailandesa. Ainda não tive o prazer de ir a Tailândia, mas quando for, certamente farei alguns cursos maravilhosos.

Trabalhei em banco muitos anos. Certa vez tive uma crise de stress, pedi demissão (não me deram). Neste meu stress ganhei 1 dia de folga durante a semana!!! Olha que coisa (trabalhava aos sábados e muitas vezes domingo também). Naquela segunda feira consegui encontrar um curso de comida tailandesa com o Luis Cintra, consultor gastronômico que hoje é dono do restaurante St. Louis. Já adorava alguns restaurantes tailandeses – Danang em São Paulo, Rain e Vong em NY. Entender mais daqueles temperos foi uma surpresa tão agradável. Algum tempo após o curso consegui um sábado ir a Liberdade, comprei meus ingredientes e fiz um jantar gostoso. E fui aprendendo, investigando. Comprei livros, na minha lua de mel na Australia consegui mais alguns. Não havia informação disponível na internet como agora.

E depois de quase 20 anos fazendo comida tailandesa, reinventei um de seus pratos – o Pad Thai, com minhas técnicas de culinária Raw. Ficou súper saudável, fresco, nutritivo e saboroso! Levei para a Carol Minhoto, que claro, amou!

Olha a receita para vocês!

Espaguete de Abobrinha e Pupunha com molho Thai (Pad Thai)

Legumes

1 abobrinha cortada ralada ou cortada em forma de espaguete.

1 xícara de repolho roxo ralado

1/2 pimentão vermelho cortado em tiras

1/2 pimentão amarelo cortado em tiras

1 xícara de pupunha em tiras

1 xícara de broto de feijão ou outro

Molho

1/4 xícara de pasta de tamarindo

1/4 xícara de mel

1/4 de xícara de shoyu

1/4 de xícara de óleo de gergelim tostado

1/2 limão espremido

1 pitada de pimenta em flocos

1 colher de chá de alho em pó

1 colher de chá de gengibre ralado ou suco de gengibre

1/4 de xícara de água

Finalização

Castanha de caju ou amêndoas picadinhas

Coentro fresco

Preparo

1) Bater os ingredientes do molho

2) Arrumar os legumes

3) Jogar o molho sobre os legumes e decorar com a castanha de caju ou amêndoas e o coentro

Testem, é muito fácil, saudável e saboroso.

Crepe de trigo sarraceno e calda de cacau e biomassa no Programa Você Bonita

Em abril fui ao Programa Você Bonita da TV Gazeta da linda Carol Minhoto fazer uma das receitas prediletas aqui de casa. Um crepe de trigo sarraceno recheado de creme de castanha de caju com ganache de cacau e biomassa. Precisa mais?

Sem glúten e sem lactose com muito amor e carinho. Funcional e nutritivo. Fácil de fazer!

O trigo sarraceno não é da família do trigo, são sementes de um fruto da família do ruibarbo. Não tem glúten e tem um sabor bem marcante. De fácil digestão é considerada uma proteína completa com os 8 aminoácidos essenciais. Rico em fibras e vitamina B ainda tem cálcio, fósforo e magnésio. Dá sensação de saciedade por ser lentamente digerido. Tem carga glicêmica mais baixa que dos grãos em geral.

A calda ou ganache de cacau é uma opção muito saudável e rica em anti-oxidantes.

No lugar de creme de leite, cream cheese fiz um creme de castanhas de caju, muito macio e suave.

Espero que gostem!

Crepes de trigo sarraceno e calda de cacau e biomassa

Ingredientes Crepe

1 xícara de leite vegetal (mais se precisar afinar)

1/2 xícara de farinha de trigo sarraceno

2 ovos

1/2 colher de sopa de tapioca ou polvilho doce

óleo de coco para untar

Ingredientes Recheio

1 xícara de castanha de caju crua hidratada por 2 a 4 horas

1 colher de chá de essência de baunilha

2 colheres de sopa de mel

suco de 1 laranja

água para bater se necessário

fruta picada para rechear (banana, morango, framboesa)

Ingredientes Calda ou Ganache de Cacau

1/2 xícara de biomassa de banana verde

1/2 xícara de cacau em pó

1 xícara de leite de coco

1/2 xícara de mel

água se precisar para bater

Modo de Preparo

1. Bater os ovos, leite com um fouet

2. Adicionar a farinha e a tapioca e misturar até ficar uma massa lisa

3. Em uma frigideira aquecida e untada com óleo de coco fazer os crepes

4. Reservar

Preparo Recheio

1. Bater a castanha com o suco, mel e baunilha no liquidificador, se necessário adicionar mais água

2. Picar a fruta

Preparo Calda

1. Bater no liquidificador

2. Cozinhar mexendo sem parar até engrossar

Montagem crepes

1. Colocar o recheio de castanha de caju no centro

2. Colocar a fruta sobre ele e enrolar

3. Cobrir com a calda de cacau

 

 

Programa Você Bonita – Bolo de Cenoura Raw

Um dia me apaixonei pela comida Raw. Foi assim de repente. Já tinha ouvido falar, lido algum artigo sobre o assunto, mas nunca havia realmente sentado, comprado um livro, pesquisado a fundo sobre este universo. As informações que tinha eram mais sobre a linha higienista, a tal Raw Food Gourmet era uma ilustre desconhecida. Estava no início do meu curso de chef de culinária tradicional francesa. O Deva Bandhu, proprietário do My Yoga a escola de yoga mais charmosa e gostosa de São Paulo me mostrou um livro lindo. O Raw do finado súper chef Charlie Trotter. Fiquei pasma! Com ingredientes crus eles criavam tantas coisas maravilhosas e apetitosas assim?

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E como várias das minhas curiosidades acabam se tornando estudos “profundos” fui buscar mais. Comprei duas dezenas de livros (minha perdição)… Mais tantos outros no Kindle (outra perdição) e fui mais fundo ainda. Viajei para a California, a meca do Raw Food e lá fiquei estudando e aprendendo.

Vários conceitos incríveis, mas sentia muito frio comendo só Raw. Apelava para sopas veganas e chá, já que café virou um mimo infrequente para mim.

Tentei ficar só vegana por alguns meses, mas acabei voltando ao meu ótimo – uma dieta como dizem os americanos “Flexitarian”. Uso muito comidas veganas, Raw Food, mas como uma vez por dia ou ovos, ou queijo de búfala, peixe em algumas refeições na semana, e frango vez ou outra. Não existe uma regra fixa mas é o que faz bem para mim, ajuda a minha tireóide a funcionar melhor e me fez melhorar uma candidíase sistêmica leve que estava difícil de ser curada veganamente. De resto conto com proteínas veganas em pó, tofu (este devo tomar cuidado pois não é o melhor amigo de quem tem problemas de tireóide), feijões, muita verdura escura e as proteínas que existem nas oleaginosas. No verão me alimento bastante de comidas Raw, saladas, wraps, sopas cruas. E no dia a dia uso muito os sucos de centrífuga e smoothies recheados de Power Foods e verduras.

Aprendi que não existe uma meta em alimentação que não ouça o corpo, os hábitos, a ancestralidade. A bio individualidade de cada um é muito importante.

Trabalho com esta linha de alimentação – FLEXITARIAN. Ensino receitas basicamente veganas e vegetarianas. Mas também ensino um peixinho em aulas gourmet.

No meu curso de coaching aprendemos sobre várias linhas de alimentação e dieta. E todos parecem ter razão! Muitas vezes me senti confusa pois a dieta Paleo faz sentido, a Raw também. E a dieta tradicional “Nourishing Traditions”? Comer bacon e víscera parece ter sua ciência também. Não existe dieta perfeita. Existe a dieta da Renata, a dieta do Pedro. Cada um tem necessidades e particularidades. A única meta comum é se alimentar com muitos vegetais, variados e usar um pouco dos outros grupos alimentares. Minha meta é saber usar com cada pessoa a dieta ideal para cada um e para cada condição de saúde.

E meu melhor conselho é “Ouça seu corpo, use alimentos de verdade, minimize industrializados, elimine os adoçantes artificiais e refrigerantes de sua vida. Procure ter uma rotina equilibrada para se alimentar”. Se precisar de orientação e redefinição do estilo de vida, a combinação de um Coach de Saúde e um Nutricionista é excelente. E uma refeição por semana coma o que tiver vontade, sendo bom ou não, apenas sente e aprecie.

E voltando ao Raw Food, uma das partes mais gostosas dele são as sobremesas. Ricas em gorduras do bem, frutas, anti oxidantes, são maravilhosas. Aí vem alguém e diz “São light?”. Nem sempre… mas garanto que 100 calorias de doces de Raw Food, são 1000 vezes melhores que 100 calorias de bolinho de chuva – com glúten, lactose, açúcar e ainda por cima frito. Todos temos discernimento suficiente para entender que não dá para comparar calorias de alimentos bons com calorias de alimentos ruins. Ao comer bem e nutrir o corpo você terá muito menos desejos por alimentos não saudáveis, sua saúde vai melhorar consideravelmente, e você vai ver a diferença de um alimento com alta densidade nutricional e um com baixa. A densidade nutricional é DN = Nutrientes/Calorias. Quanto mais alta a densidade, melhor o alimento para a saúde.

Em 16 de maio fui ao programa Você Bonita na TV Gazeta da linda Carol Minhoto preparar uma receita apaixonante, fresca e doce ao mesmo tempo, aromática e nutritiva. Rica em ômega-3, anti inflamatórios como gengibre, limão. Além de tudo é livre de açúcar branco, sem glúten, sem lactose, sem farinhas de qualquer tipo. Aproveite esta linda receita!

Bolo de Cenoura da Chef Renata Rea – Culinária Viva
Bolo
2 1/2 xícaras de cenoura ralada
1 xícara de nozes
1 xícara de tâmaras picadas
1/2 xícara de coco ralado
1 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de cardamomo em pó
1 pitada de noz moscada ralada
1 pitada de sal rosa

Cobertura
1 xícara de castanha de caju deixada de molho por no mínimo 4 horas
1/4 xícara de água
3 colheres de sopa de mel
1/4 xícara de óleo de coco derretido
1 colher de chá de baunilha
suco de 1 limão siciliano
suco de 1/2 limão tahiti
pitada de gengibre fresco ralado
pitada de sal

nozes e canela para finalizar

Preparo
1. Em uma forma quadrada ou de bolo inglês, coloque papel manteiga deixando sobra dos lados.
2. Em um processador misture as nozes e as tâmaras até que estejam macias mas ainda com alguns pedacinhos.
3. Adicione o coco ralado, especiarias, sal e processe mais um pouco.
4. Adicione as cenouras e bata até que a massa esteja bem misturada.
5. Coloque na forma preparada alisando o topo e leve a geladeira.
6. Para preparar a cobertura de castanhas descarte a água do molho, lave-as e escorra.
7. Em um liquidificador misture a água, o mel, o suco de limão, a baunilha, as castanhas, o gengibre, o sal.
8. Bata raspando dos lados até que esteja muito macio. Isto pode levar até 10 minutos dependendo da potência do seu liquidificador.
9. Adicione o óleo de coco e misture mais um pouco até que fique uniforme.
10. Espalhe sobre o bolo de cenoura já gelado e alise a parte de cima.
11. Deixe gelar por 2 horas.
12. Tire da geladeira e retire da forma puxando pelos lados.
13. Deixe descansar por 10 minutos.
14. Com uma faca embebida em água quente e seca, corte em pedaços quadrados ou retangulares.
15. Decore com a canela e as nozes.
16. Deixe descansar por mais 10 a 15 minutos, ou volte para o freezer e retire 30 minutos antes de comer.